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06/10/09 - Satisfação profissional: perfil dos cirurgiões-dentistas que exercem suas atividades em empresa do setor privado. São Paulo, 2008
 

Dissertação apresentada à Faculdade de Odontologiada Universidade de São Paulo, para obter o título de Mestre, pelo Programa dePós-Graduação em Ciências Odontológicas. Área de Concentração: OdontologiaSocial.

Orientador: Prof. Dr. Edgard Michel Crosato

 

Oobjetivo do estudo foi verificar o perfil das atividades profissionais doscirurgiões-dentistas que desenvolviam suas atividades em uma empresa de caráterprivado do Estado de São Paulo. Tratou-se de estudo transversal, realizado pormeio de questionário auto-administrado distribuído aos dentistas quetrabalhavam em unidades da empresa localizadas em diversas cidades do Estado deSão Paulo. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa daFaculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo e foi realizada comciência e autorização da empresa em questão. Os dados foram organizados e analisadosno programa STATA 10.0. Resultados: Participaram da pesquisa 194cirurgiões-dentistas que exerciam suas atividades na empresa no ano de 2008. Emrelação às características sociodemográficas, 68,04% eram do gênero feminino e31,96% do gênero masculino e apresentavam idade entre 25 e 54 anos (média de35,78 anos). Quanto à formação, 64,43% estudaram em faculdades públicas e35,57% em faculdades particulares; 116 (59,79%) haviam concluído curso deespecialização, 26 (13,40%), mestrado e 10 (5,15%) doutorado. O tempo médio deformado foi de 12,85 anos e a média de horas trabalhadas por semana foi de41,08 horas. Com relação ao acesso a atualizações e produções científicas,79,38% relataram ter participado de congresso científico nos últimos dois anos,87,63% tinham acesso a revistas científicas e 30,41% eram membros de algumasociedade científica. A grande maioria trabalhava em consultório ou clínicaparticular (78,35%) sendo que, entre estes, 32,99% atendiam convênios.  Com relação a outras atividadesprofissionais, 30,93% atuavam também no serviço público e 7,22% exerciamatividade docente. Apenas 54 profissionais (27,84%) não apresentaram nenhumproblema (dor, desconforto ou dormência) nos braços, mãos, costas ou ombros nos12 meses anteriores à participação na pesquisa. O nível de satisfaçãoprofissional total foi de 3,45 (DP=0,50),considerando-se uma escala de 1 a 5. Os blocos analisados apresentaram os seguintesvalores: satisfação geral com o trabalho: média=3,39, DP=0,89; percepção derenda: média=3,21, DP=0,74; tempo pessoal: média=2,60, DP=1,06; tempoprofissional: média=3,13, DP=0,71; equipe: média=3,35, DP=0,98; relacionamentocom pacientes: média=4,34, DP=0,59 e fornecimento de assistência/atendimento:média=4,16, DP=0,58. Conclui-se que a maioria dos profissionais que participaramdesta pesquisa era do gênero feminino, estudou em faculdade pública, fez cursode especialização, participou de congresso nos 2 anos anteriores, teve acesso arevistas científicas e trabalhava em consultório particular. Também a maiorparte (72,16%) apresentou alguma dor, desconforto ou dormência nos braços,mãos, costas ou ombros nos 12 meses prévios ao estudo. O nível de satisfaçãototal dos profissionais pôde ser considerado bom, sendo que o bloco queapresentou menor valor de satisfação foi o tempo pessoal.  Houve associação de gênero com as variáveis:horas trabalhadas, dor e relacionamento com pacientes e, com relação às horastrabalhadas, houve associação com as variáveis: consultório particular e serviçopúblico; foi observado, ainda, que quanto maior a quantidade de horasdedicadas, maior foi a satisfação com relação à renda e menor com relação aotempo pessoal.

 

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