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SATISFAÇÃO PROFISSIONAL: PERFIL DOS CIRURGIÕESDENTISTAS QUE EXERCEM SUAS ATIVIDADES EM EMPRESA DO SETOR PRIVADO. SÃO PAULO, 2008
 
Ponte TM. Satisfação profissional: perfil dos cirurgiões-dentistas que exercem suas atividades em empresa do setor privado. São Paulo, 2008 [Dissertação de
Mestrado]. São Paulo: Faculdade de Odontologia da USP; 2009.
RESUMO
O objetivo do estudo foi verificar o perfil das atividades profissionais dos cirurgiões-dentistas que desenvolviam suas atividades em uma empresa de caráter privado do Estado de São Paulo. Tratou-se de estudo transversal, realizado por meio de questionário auto-administrado distribuído aos dentistas que trabalhavam em unidades da empresa localizadas em diversas cidades do Estado de São Paulo. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo e foi realizada com ciência e autorização da empresa em questão. Os dados foram organizados e analisados no programa STATA 10.0. Resultados: Participaram da pesquisa 194 cirurgiões-dentistas que exerciam suas atividades na empresa no ano de 2008. Em relação às características sociodemográficas, 68,04% eram do gênero feminino e 31,96% do gênero masculino
e apresentavam idade entre 25 e 54 anos (média de 35,78 anos). Quanto à formação, 64,43% estudaram em faculdades públicas e 35,57% em faculdades particulares; 116 (59,79%) haviam concluído curso de especialização, 26 (13,40%), mestrado e 10 (5,15%) doutorado. O tempo médio de formado foi de 12,85 anos e a
média de horas trabalhadas por semana foi de 41,08 horas. Com relação ao acesso a atualizações e produções científicas, 79,38% relataram ter participado de congresso científico nos últimos dois anos, 87,63% tinham acesso a revistas científicas e 30,41% eram membros de alguma sociedade científica. A grande maioria trabalhava em consultório ou clínica particular (78,35%) sendo que, entre estes, 32,99% atendiam convênios. Com relação a outras atividades profissionais, 30,93% atuavam também no serviço público e 7,22% exerciam atividade docente.
Apenas 54 profissionais (27,84%) não apresentaram nenhum problema (dor, desconforto ou dormência) nos braços, mãos, costas ou ombros nos 12 meses anteriores à participação na pesquisa. O nível de satisfação profissional total foi de 3,45 (DP=0,50), considerando-se uma escala de 1 a 5. Os blocos analisados apresentaram os seguintes valores: satisfação geral com o trabalho: média=3,39, DP=0,89; percepção de renda: média=3,21, DP=0,74; tempo pessoal: média=2,60, DP=1,06; tempo profissional: média=3,13, DP=0,71; equipe: média=3,35, DP=0,98; relacionamento com pacientes: média=4,34, DP=0,59 e fornecimento de
assistência/atendimento: média=4,16, DP=0,58. Conclui-se que a maioria dos profissionais que participaram desta pesquisa era do gênero feminino, estudou em faculdade pública, fez curso de especialização, participou de congresso nos 2 anos anteriores, teve acesso a revistas científicas e trabalhava em consultório particular.
Também a maior parte (72,16%) apresentou alguma dor, desconforto ou dormência nos braços, mãos, costas ou ombros nos 12 meses prévios ao estudo. O nível de satisfação total dos profissionais pôde ser considerado bom, sendo que o bloco que apresentou menor valor de satisfação foi o tempo pessoal. Houve associação de gênero com as variáveis: horas trabalhadas, dor e relacionamento com pacientes e, com relação às horas trabalhadas, houve associação com as variáveis: consultório particular e serviço público; foi observado, ainda, que quanto maior a quantidade de horas dedicadas, maior foi a satisfação com relação à renda e menor com relação ao tempo pessoal.
Palavras-Chave: satisfação no trabalho, força de trabalho, prática profissional,
odontologia
 
 
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